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Nunca

  • Foto do escritor: Luana Dalmolin
    Luana Dalmolin
  • 19 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 29 de jan. de 2025



nunca desejou tanto que o tempo-espaço se comprimisse, se encurtasse, de modo que eles pudessem habitar um tempo-espaço em que ainda era possível sonhar em ter...em ter aquilo que ela se vê obrigada, ou se obriga, a negar.


eles se derramando em águas de fertilidade, de amor, de um novo ser. os olhos, os olhos…ela sonhou com aqueles olhos em um outro ser - dela e dele- antes mesmo dele existir pra ela. dela se liquefazer diante dele. porque a verdade, a verdade, meus amores, é que ela se liquefaz diante dele. 


Mas acontece que:

“ela é dramática e menina por demais.”

e ele...bem ele não se deixará mais guiar pelas paixões e amores. (ele)quer escolher, e não mais “ser escolhido”, como se a vida fosse realmente sobre isso.


ao menor sinal dele, ou é ela é quem vê assim?, ela repensa tudo, manda às favas!

mas volta, rapidamente porque a vida até agora a ensinou que ela precisa se recompor, se colocar, parar de se deixar liquefazer. a vida é o que é...e pra ela, bem, na sua pequena grande dor, não foi e não será.


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