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Sob a luz dos caboclos

  • Foto do escritor: Luana Dalmolin
    Luana Dalmolin
  • 30 de ago. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 29 de jan. de 2025



Um tapete de folhas e uma luz que irradiava por entre os galhos,

iluminando de quando em quando o seu rosto colado no meu,

aquecia os nossos beijos e fazia queimar o nosso desejo.


Sentados ali naquele banco, num refúgio de caboclo,

eu olhava do seu colo para o cipó lá no alto,

sonhando com uma noite deitada tipo concha nos seus braços,

a ninar o seu sono.


Acordo com um beijo roubado, estalado.

Que vida boa esse despertar com você ali aninhado em mim.

Um cheiro no seu cangote para revidar.

E pá! Aciono o modo labaredas.


Suas mãos logo ganham vida própria,

se movem em direção às minhas partes mais escondidas,

são rápidas, dedos ágeis e maliciosos me levam para além dos cipós

e me fazem voar.


Estou esparramada.

Meu corpo amolece e se entrega,

enquanto sinto suas mordidas como se para me despertar,

para gritar todo o seu desejo feito panela de pressão.


Uma paixão violenta, me disse você,

das que não se pede, espera, planeja,

apenas se recebe e abraça com a alma.



















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