Uma carta para o dia 15
- Luana Dalmolin

- 15 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de jul. de 2025

Oi, Luana, tudo bem?
Faz um ano desde a última carta que escrevi para você. E olha só onde aquela carta foi dar…um livro nasceu dela! Estamos prestes a parir dois filhos frutos da sua vivência sempre rasgada.
Tem muita coisa travada, no entanto, né? Às vezes, você parece estar num buraco sem saída, como aquele que você bem conhece. Mas, as coisas estão se movendo. Tenha paciência, segura a onda da monotonia, que logo as águas vão desaguar em fertilidade, em abundância.
Lembra sempre do seu SUPERPODER: Reinvenção. Aqui, as suas próprias palavras:
Luana Dalmolin é escritora. Já morreu e renasceu das cinzas algumas vezes. Sua capacidade de mergulhar no caos e reagrupar sentimentos para (re) inventar uma nova ordem é notável.
Está faltando coragem de abandonar aquela Luaninha que se boicota, a impostora. Deixa vir, deixa ir. Para vir é preciso deixar ir. Movimento. Solta. Troca. Não se esqueça: não tenha medo de mergulhar na arrebentação de cabeça. Há sempre um novo esperançar do lado de lá.
Permita-se o milagre da travessia. Somente seus pés te guiarão rumo a um novo tempo. Tempo/espaço de criação, de reinvenção. Morra e renasça quantas vezes forem preciso. Você é feita dessa matéria que transmuta e ilumina tudo ao redor. Deixe ir. Deixe vir.
Oxaguiã me ensinou que para continuar, às vezes, é preciso recomeçar. Olha aí, de novo! Recomeça, reinventa, escritora. Você é filha de Oxaguiã. Andar firme. Carrega no peito a coragem dos que não desistem e na mente a sabedoria dos que sabem esperar. É luz em tempos de guerra interna. Força que constrói com amor.
Você é gentileza em meio às farpas. Constrói relacionamentos duradouros e é fiel a eles. Tem um olhar especial para cada uma das histórias que cruzam a sua vida. Direcione também este olhar para a sua própria história.
Vamos em frente, Luana!
15 de maio de 2025

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